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Financiamento

Consórcio, permuta e as outras formas de pagar

Financiamento bancário é o caminho mais comum, não o único. Consórcio, permuta e parcelamento direto resolvem situações em que o banco não fecha.

Existem quatro rotas além do financiamento bancário puro: consórcio, que troca juro por espera; permuta, que usa um bem que você já tem como parte do pagamento; parcelamento direto com a incorporadora, que dispensa análise bancária; e a combinação de fontes, que é o que mais acontece na prática. Cada uma resolve um problema diferente, e a escolha depende de qual é o seu.

Premissa deste guia: Taxas de administração, prazos e regras de permuta variam por administradora e por incorporadora. Este guia descreve os mecanismos; as condições concretas dependem do empreendimento e das instituições envolvidas.

Consórcio: você troca juro por prazo

Não há juro, e sim taxa de administração e correção do valor da carta. Em troca, você não escolhe quando é contemplado, salvo por lance. Funciona bem para quem tem horizonte e não tem pressa, e funciona mal para quem precisa das chaves em data marcada. Carta contemplada pode compor a entrada de um imóvel na planta.

Permuta: o bem que você já tem vira parte do preço

Terreno, imóvel usado e, em alguns casos, veículo podem ser aceitos como parte do pagamento, mediante avaliação. A aceitação depende da incorporadora e do empreendimento, e nem toda obra trabalha com permuta. Quando aceita, é o que mais reduz o desembolso em dinheiro.

Parcelamento direto com a incorporadora

Algumas incorporadoras estendem o parcelamento além da entrega, sem banco. Costuma ter prazo mais curto e correção própria, e a análise é feita pela própria empresa. É uma alternativa real quando o crédito bancário não fecha, e vale comparar o custo total com o do financiamento.

A combinação, que é o caso mais comum

Recursos próprios mais FGTS mais financiamento. Ou carta de consórcio mais recursos próprios. Ou venda de um imóvel usado somada a financiamento do saldo. Montar a combinação é justamente o trabalho do consultor, e ela quase sempre rende mais que insistir numa fonte só.

O que comparar antes de escolher

Custo total até a quitação, previsibilidade da data das chaves e quanto capital cada rota consome no começo. Uma rota mais barata que entrega dois anos depois pode custar mais em aluguel do que economizou em juro.

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Perguntas frequentes

Consórcio é mais barato que financiamento?

Sem juro, o custo tende a ser menor, mas a comparação precisa incluir a taxa de administração, a correção da carta e o tempo até a contemplação. Uma rota mais barata que demora mais nem sempre sai na frente.

Posso usar carta de consórcio contemplada como entrada?

Em geral sim, quando a incorporadora aceita e a carta cobre a etapa prevista. Vale confirmar antes de dar o lance, porque as condições variam por empreendimento.

Aceitam meu carro como parte do pagamento?

Depende da incorporadora e do empreendimento. Veículo é a permuta menos comum, e quando aceita passa por avaliação. Pergunte no atendimento antes de contar com isso.

Dá para juntar FGTS com consórcio?

É possível em parte dos casos, e a regra depende do enquadramento e da administradora. A confirmação sai na análise do seu caso.